A broderagem rola ou não rola?

Será que é possível fazer sexo apenas na broderagem e sem atração sexual?

Como mulher, sempre tive curiosidade de entender e saber mais sobre a tal broderagem. Vocês homens são cheios de segredinhos né? Ainda mais quando o assunto é a sexualidade própria. Mas nós queremos saber e vamos saber mais sobre essa prática comum e não revelada: a broderagem.

Broderagem é um termo que certamente você já deve ter lido ou ouvido falar. Ele surgiu da adaptação de uma palavra muito comum nos Estados Unidos, mas que nunca se popularizou por aqui: o bromance. Esta, diferente da versão brasileira, é resultado da junção das palavras bro, amigo, e romance, romance. Tanto um quanto outro, se resumem a um tipo de encontro que reafirma a heterossexualidade dos participantes ao enquadrar sua atividade sexual com pessoas do mesmo sexo como “ajudar um amigo”, aliviando “impulsos” ou fazendo sexo sem sexo atração (se é que isso faz sentido).

Na descrição nua e crua, para os praticantes da broderagem, o termo nada mais é que “comer um amigo ou chupar sem viadagem, sem olho no olho, apenas uma troca de favores”. Segundo as regras da broderagem, se não tiver olho no olho e beijo na boca não é viadagem. Porém, para muitos isso não passa de uma desculpa de heterossexual para não admitir que é homossexual ou bissexual, visto que vivemos em uma sociedade heteronormativa, homofóbica e machista. Nesse sentido, a broderagem revela um problema mais sério e que precisa ser discutido: a desorientação sexual e como a troca de afeto entre dois sujeitos masculinos ainda é vista como um grande tabu.

O fato é que a broderagem é mais comum do que se pensa e nem sempre se refere a sexo, pode ser apenas uma amizade mais íntima ou mais próxima. Acredita-se que essa união surge da cumplicidade entre os meninos, que vem desde a infância e pode, inclusive, disfarçar a vulnerabilidade de alguns. Por isso, o próprio termo já foi dividido em: broderagem tóxica e broderagem saudável.

A relação de amizade e companheirismo entre dois homens, gays ou héteros, solteiros ou comprometidos – não deve jamais ser recriminada ou vista como algo errado. é preciso quebrar o tabu criado na troca de afetos entre homens. Portanto, pouco interessa se o brother é amigo ou se o brother é amante. Devemos cuidar para que expressões assim e julgamentos errôneos não afetem laços emocionais masculinos e troca de carinhos entre homens.

Difícil né? Talvez o melhor caminho para entender tudo isso é falarmos sobre a problemática da masculinidade tóxica.

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