Sexo x Corpo: traumas que invadem a cama

A insatisfação com o corpo pode causar muita insegurança que prejudica vários campos da vida inclusive a sexualidade.

A grande maioria das pessoas está insatisfeita com o próprio corpo. Esse fator, potencializado pela mídia e comércio, reflete também na insegurança sexual. Muitas pessoas acabam não transando porque seus corpos não seguem um padrão estético pré-imposto.

De acordo com uma pesquisa realizada recentemente, por um aplicativo de namoro, 63% dos entrevistados se sentem inseguros com os próprios corpos ao compará-los com o que veem nas grandes mídias. Dessas pessoas, 60% afirmou que a preocupação estética se estende para o tamanho e aparência de seus órgãos genitais. Sem contar que 58% das mulheres entrevistadas afirmaram já terem chegado a recusar sexo por não estarem depiladas.

A segurança estética e o amor próprio falam diretamente sobre como as pessoas se veem no espelho e, consequentemente, se manifestam sexualmente. Ou seja, uma vez que o indivíduo não se sente “perfeito” de acordo com o que foi imposto, ele não se sente seguro.

Em 2019, o Brasil se tornou o país que mais faz cirurgias plásticas e procedimentos estéticos no mundo. Entre 2016 e 2018, dados da própria Sociedade Brasileira de Cirurgiões Plásticos (SBCP) mostram que houve um aumento de 25% nas intervenções estéticas em solo brasileiro. Informações da SBCP mostram que o número de cirurgias cresceu 141% entre crianças de 13 a 18 anos de idade na última década.

Outro dado preocupante é o aumento de intervenções cirúrgicas de cunho sexual. Reconstrução de hímen, redução de lábios vaginais ou perinoplastia são algumas das cirurgias que podem ser feitas na região do órgão genital feminino – muitas delas estão relacionadas com a aceitação do corpo por uma visão ainda mais perversa: a pornografia.

O desejo de boa parte dos homens por uma vulva rosa e depilada é, além de uma concepção racista do sexo, uma formatação machista. Além da cirurgia de aumento (que não existe e é muito desejada pelos homens), é claro, não há procedimentos cirúrgicos para embelezar o pênis. E poucas mulheres parecem exigir estéticas dos pênis: isso porque a sociedade não exige padrões de beleza tão rígidos para os homens.

A gordofobia e o racismo também afetam diretamente a vida sexual das pessoas. Os corpos são atravessados por classificações e atribuições de qualidades e status, o corpo velho é desvalorizado, assim como o corpo negro, pobre, gordo. As mídias, a medicina, as políticas públicas são alguns espaços de configurações dos corpos e os agentes sociais têm participação direta nesse processo.

Na busca pelo corpo perfeito, vale até o risco de perder a libido e/ou a ereção. As altas quantidades de suplementos alimentares, além do consumo de hormônios e esteroides para o aumento dos músculos ou substâncias diuréticas para a aceleração do metabolismo podem ter consequências graves

no funcionamento do nosso organismo.

Se você já deixou de ir para cama por conta de uma questão estética ou alguém já deixou de ir para cama com você por algo nesse sentido, é pura idiotice de ambos. Se aceite ou vaze de perto de uma pessoa que te julgaria por isso. A autoestima é o melhor ingrediente para triunfar na cama. Desfrutar do sexo não depende de nossas medidas ou habilidades como amantes, e sim da psique. O amor próprio , além de ser fundamental para muitas outras facetas da vida, é como uma lingerie sensual para o intelecto, a virtude que nos torna mais sexy aos olhos de todos aqueles com a capacidade de enxergar além do próprio nariz, ou seja, quem realmente interessa.

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